estradas perdidas

Atrás de casa, encoberta por tufos de erva daninha, silvas e bidões abandonados, o comboio de janelas iluminadas vinha das Quintãs e silvou depois do túnel em curva, em direcção a Aveiro. Ali ao lado há uma estrada, a minha primeira estrada. Mulheres e homens cruzam-na impelindo teimosamente os pedais das bicicletas. Junto à vitrine de um pronto-a-vestir lê-se "Modas Katita". De uma taberna, saem dois homens que se dirigem para duas Famel-Zundapp. Estrada perdida.

2005-02-13

Sweet Memories


Posted by Hello Suécia, 1967 (foto Adelino Pedro Ferreira), o gorro, o anorak, o Opel Kadett azul. Há uma felicidade indesmentível no meu rosto. Era a primeira grande viagem, sózinho com os pais enquanto os irmãos haviam ficado em Portugal. Aquelas mãos no banco traseiro são ou da minha mãe ou da amiga sueca Dorrit. Completei cinco anos em Norsundett, a 7 de Abril de 67. What a back in time!

2 Comments:

  • At 1:12 da manhã, Blogger FDV said…

    não há nada como verificar que as estradas da memória não estão perdidas. obra do acaso, aqui estou a deixar o meu contributo. parabéns pelo blog. cumprimentos.

     
  • At 8:40 da manhã, Anonymous Anónimo said…

    Tão lindinho que tu eras!!!
    Uma coisa é verdade, o sorriso é o mesmo ... vê se não o perdes.
    Jocas
    Pintas

     

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