estradas perdidas

Atrás de casa, encoberta por tufos de erva daninha, silvas e bidões abandonados, o comboio de janelas iluminadas vinha das Quintãs e silvou depois do túnel em curva, em direcção a Aveiro. Ali ao lado há uma estrada, a minha primeira estrada. Mulheres e homens cruzam-na impelindo teimosamente os pedais das bicicletas. Junto à vitrine de um pronto-a-vestir lê-se "Modas Katita". De uma taberna, saem dois homens que se dirigem para duas Famel-Zundapp. Estrada perdida.

2006-05-06

FEIOS PORCOS E MAUS

Além de serem todos criminosos e feios e porcos, as crianças com ranho no nariz e os homens com tatuagens e cicatrizes e as mulheres com aquele insuportável sotaque cigano, os moradores da Quinta da Torre, em Camarate mentem com todos os dentes. Que não há lá droga nenhuma, que as armas eram para ir à caça de gambuzinos...Não se percebe porque é há tanta gente indignada por 600 polícias terem entrado bairro dentro à martelada e marretada às portas às 5h00 da manhã. Se eram 200 barracas, penso até que o número de agentes envolvidos foi diminuto porque sabemos muito bem que cada barraca alberga em média uma família extensa de 10 ou mais criminosos, entre crianças roubadores de carteiras a velhinhas passadoras. Os agentes encapuzados do Grupo de Operações Especiais (GOE) da PSP fizeram muito bem em não se deixar identificar. Foi uma forma simpática e pedagógica de não traumatizar ainda mais crianças de tenra idade que são usadas de forma bárbara e irresponsável para praticarem o crime. Por mim, não eram 600, era uma bomba nuclear em cima dos feios, porcos e maus. Agora, vou assistir ao Congresso do CDS/PP.