estradas perdidas

Atrás de casa, encoberta por tufos de erva daninha, silvas e bidões abandonados, o comboio de janelas iluminadas vinha das Quintãs e silvou depois do túnel em curva, em direcção a Aveiro. Ali ao lado há uma estrada, a minha primeira estrada. Mulheres e homens cruzam-na impelindo teimosamente os pedais das bicicletas. Junto à vitrine de um pronto-a-vestir lê-se "Modas Katita". De uma taberna, saem dois homens que se dirigem para duas Famel-Zundapp. Estrada perdida.

2005-11-07

BALANÇO

BALANÇO de 11 NOITES DE VIOLÊNCIA EM FRANÇA:
Um morto
4. 700 carros incendiados
1.200 pessoas detidas
17 pessoas sentenciadas
108 polícias e bombeiros feridos

r3498681394[1]
Reuters

1 Comments:

  • At 12:06 da manhã, Blogger Bárbara Vale-Frias said…

    Escumalha... este foi o adjectivo que o ministro, utilizou, não foi?

    Palavra dura para ser largada assim, ao vento ainda por cima agreste! Há coisas que se pensam mas que não se devem dizer. Por muito que sejam verdade!

    Lei Marcial, mão pesada e rigorosa e, por fim (devia ter sido o início), alternativas sociais para estes jovens arruaceiros que também são pessoas de carne e osso, desajustadas da sociedade e sem grandes perspectivas de futuro, é certo, mas ainda recuperáveis.

     

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