estradas perdidas

Atrás de casa, encoberta por tufos de erva daninha, silvas e bidões abandonados, o comboio de janelas iluminadas vinha das Quintãs e silvou depois do túnel em curva, em direcção a Aveiro. Ali ao lado há uma estrada, a minha primeira estrada. Mulheres e homens cruzam-na impelindo teimosamente os pedais das bicicletas. Junto à vitrine de um pronto-a-vestir lê-se "Modas Katita". De uma taberna, saem dois homens que se dirigem para duas Famel-Zundapp. Estrada perdida.

2005-04-17

Maldito Costinha...

Deves sentir-te muito orgulhoso, não é, Costinha? O país todo a ver-te, tu sem jogares há montes de tempo e o chato do Helton, o brasileiro, a ocupar-te a baliza, quisestes brilhar, foi o que foi. Pois é, e a gente que se dane, que se lixe, a gente que morda os lábios, bata nas paredes, esvazie garrafas. O pessoal está a sofrer, Costinha. Mais do que um campeonato, precisamos de uma festa, a big party, o país todo de encarnado. E vem de Leiria o senhor Costinha, o desmancha-prazeres e resolve pôr-se a defender tudo, não é verdade? Ah, Costinha, Costinha...vá lá, vai lá para Leiria contar à família...

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