estradas perdidas

Atrás de casa, encoberta por tufos de erva daninha, silvas e bidões abandonados, o comboio de janelas iluminadas vinha das Quintãs e silvou depois do túnel em curva, em direcção a Aveiro. Ali ao lado há uma estrada, a minha primeira estrada. Mulheres e homens cruzam-na impelindo teimosamente os pedais das bicicletas. Junto à vitrine de um pronto-a-vestir lê-se "Modas Katita". De uma taberna, saem dois homens que se dirigem para duas Famel-Zundapp. Estrada perdida.

2005-06-18

E ESTA HEIN?

Cerca de 200 fascistas liderados por Mário Machado, dirigente da Frente Nacional que esteve preso 4 anos pela morte do cabo-verdiano Alcino Monteiro em 95, desfilaram hoje à tarde entre o Martim Moniz e o Rossio, em Lisboa.
Slogans e argumentos: "isto é nosso", “ Imigrantes igual a crime" ou "Não existem direitos iguais quando és um alvo por seres branco".
Populares lisboetas, brancos e negros, daqueles sobre os quais já escrevia o Fernão Lopes e que sempre fizeram de Lisboa o que ela é, mandaram-nos à merda e chamaram-lhes fascistas, que era exactamente o que eu faria se lá estivesse.
O que é que aconteceu? Os fascistas dispersaram a gritar “imigrantes igual a crime” e os populares é que levaram porrada da polícia.
E esta hein?

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